Três em cada quatro viajantes de negócios já recorreram a ferramentas de inteligência artificial nas suas deslocações profissionais. A tecnologia começa a automatizar reservas, despesas e controlo de políticas, mas está também a tornar mais simples manipular recibos e criar uma nova área de risco para departamentos financeiros e responsáveis de tecnologia.
O AI Act começa a sair dos departamentos jurídicos e a entrar na gestão quotidiana da tecnologia. A Eurotux lançou um serviço dirigido às organizações que utilizam sistemas de inteligência artificial de risco mínimo ou limitado, procurando transformar as exigências do regulamento europeu num conjunto de procedimentos operacionais.
Uma vulnerabilidade identificada na infraestrutura do ChatGPT mostrou como um atacante podia explorar os acessos atribuídos a um assistente de IA para chegar a informação privada sem roubar palavras-passe. A falha específica foi corrigida, mas deixa aos CISO um problema mais difícil de resolver: proteger sistemas capazes de agir com as permissões legítimas dos seus utilizadores.
Bruxelas prepara 200 milhões de euros de investimento e olha para a ilha como peça estratégica para data centers, IA, conectividade e matérias-primas críticas.
O investimento de 13 mil milhões de euros da Google na Finlândia mostra que a corrida à inteligência artificial já não se decide apenas nos modelos ou no software. Decide-se também na capacidade de construir centros de dados, garantir energia durante décadas e criar ecossistemas industriais capazes de suportar uma infraestrutura digital cada vez mais exigente.
A Hope Care levantou seis milhões de euros para levar à Europa uma plataforma de monitorização remota já presente em 15 ULS portuguesas. A operação mostra uma mudança importante para a Saúde Digital no SNS: a tecnologia começa a ter de provar que consegue viver para lá do piloto, integrar-se na operação clínica e ganhar escala.
O Portugal Digital Summit regressa a Lisboa a 21 e 22 de outubro com mais de 150 participantes e uma agenda dominada pelos agentes de Inteligência Artificial. Regulação, infraestrutura, produtividade, ética e novos modelos de negócio estarão no centro de um debate que começa a deslocar-se da experimentação tecnológica para as decisões concretas das empresas.
À medida que a inteligência artificial passa da experimentação para o trabalho quotidiano, as empresas começam a descobrir que escolher ferramentas é apenas a parte mais simples do processo. O verdadeiro problema surge depois, quando é necessário decidir como devem ser utilizadas, que dados podem receber, quem valida os resultados e até que ponto a prometida produtividade compensa o novo trabalho de supervisão criado pela própria tecnologia.
Entre radares, guerra eletrónica, sistemas antidrone e comando e controlo, a Indra vai usar a MSPO, na Polónia, para mostrar uma abordagem integrada à defesa aérea. A proposta procura responder a um problema cada vez mais complexo para as forças armadas europeias: detetar, acompanhar e neutralizar numerosas ameaças em simultâneo.
Um protótipo desenvolvido pela Ricoh e pelo Ars Electronica Futurelab procura perceber até onde pode chegar a transformação dos espaços físicos quando sensores, aprendizagem automática e robótica deixam de se limitar a medir o ambiente e passam a interpretar a forma como as pessoas interagem com ele.
O novo modelo da OpenAI foi desenhado para executar tarefas complexas, navegar na Web e escrever código. Para os CIO, a questão já não é apenas o que a IA consegue fazer, mas até onde pode ser integrada nos sistemas críticos da empresa.
O comércio realizado através de agentes de inteligência artificial foi apresentado como uma possível forma de encurtar a distância entre marcas e consumidores. Mas os primeiros sinais apontam para uma dinâmica diferente. Os grandes marketplaces podem estar entre os principais beneficiários desta mudança, porque concentram precisamente os dados, a escala e a infraestrutura de que os agentes de compras necessitam para funcionar.
O Cyber Resilience Act entra esta semana numa fase decisiva. A partir de 11 de setembro, fabricantes de produtos com elementos digitais vendidos na União Europeia terão de comunicar vulnerabilidades ativamente exploradas e incidentes graves de segurança em prazos apertados. Para empresas portuguesas, a mudança não fica confinada aos fabricantes. Chega aos marketplaces, distribuidores e departamentos de compras.
O ciberataque sofrido pela Boston Scientific provocou uma interrupção com consequências para além dos sistemas informáticos. A informação disponível não permite determinar como ocorreu a intrusão, quais os sistemas concretamente afetados ou de que forma os atacantes conseguiram comprometer a operação. O que já é visível são os efeitos. O NHS (sistema nacional de saúde do Reino Unido) informou que a Boston Scientific conseguiu retomar o processamento e o envio da maioria dos produtos a partir do seu centro de distribuição europeu. A recuperação, porém, ainda não era completa: a produção permanecia por reiniciar e existia uma fila de encomendas
O Governo vai investir 1,8 milhões de euros do PRR na próxima fase do AMÁLIA, a inteligência artificial desenvolvida em Portugal e treinada em português europeu. Mais do que acrescentar voz e imagem ao sistema, a decisão coloca uma questão estratégica para a Administração Pública: até que ponto deve o Estado depender de tecnologias de inteligência artificial desenvolvidas fora do país?
Sensores, inteligência artificial, satélites e maquinaria autónoma estão a mudar a agricultura. Mas a próxima fase da digitalização dependerá menos da quantidade de tecnologia instalada e mais da capacidade de integrar sistemas, dados e equipamentos. Uma análise da Stratesys aponta precisamente a interoperabilidade como um dos principais fatores desta nova etapa.
As interrupções quase simultâneas registadas ontem 3 de setembro, no ChatGPT, Claude e Grok expuseram uma fragilidade que normalmente fica escondida por detrás da corrida aos modelos de inteligência artificial. Serviços apresentados como concorrentes podem depender de infraestruturas comuns e, à medida que a IA entra nos processos críticos das empresas, essa concentração deixa de ser apenas um problema técnico dos fornecedores. Passa a ser uma questão de arquitetura, continuidade de negócio, custos e investimento nas redes que sustentam uma parte crescente da economia digital.
Nuno Oliveira Santos foi nomeado diretor-geral da Devoteam Portugal e vice-presidente do grupo, acumulando a liderança da operação portuguesa com a responsabilidade global pelo pilar Microsoft.
Dez startups portuguesas vão integrar a SF Tech Week 2026 num programa que combina preparação, contacto com investidores e acompanhamento posterior. Mais do que uma deslocação ao Silicon Valley, a iniciativa procura testar se empresas criadas a partir de Portugal estão preparadas para competir, captar capital e construir relações num dos ecossistemas tecnológicos mais exigentes do mundo.
Ao integrar modelos avançados de raciocínio nos seus sistemas de segurança, a Check Point procura reduzir a distância entre identificar uma ameaça e decidir como responder. A colaboração com a OpenAI mostra, porém, que o verdadeiro salto não está apenas em usar inteligência artificial para analisar mais dados. Está em permitir que estes sistemas validem riscos, investiguem ataques e participem cada vez mais na decisão, mantendo limites claros sobre aquilo que podem ver e fazer.
À medida que os agentes de inteligência artificial começam a executar tarefas dentro das empresas, a cibersegurança deixa de poder limitar-se a proteger utilizadores, aplicações e dispositivos. A expansão da parceria entre CrowdStrike e OpenAI mostra como o controlo da própria atividade dos agentes começa a transformar-se numa nova camada da segurança empresarial.
O alargamento das regras do Pan-European FBA aos Países Baixos e, depois, à Bélgica parece uma alteração operacional. Na prática, mostra até que ponto vender online na Europa está a deixar de ser uma soma de mercados nacionais para se transformar numa única operação comercial, logística e tecnológica.
ChatGPT, Reddit e Roblox ultrapassaram a fasquia dos 45 milhões de utilizadores ativos mensais na União Europeia e passam agora a integrar o grupo de serviços digitais sujeitos às exigências mais rigorosas da legislação europeia. As três plataformas terão até ao final de dezembro de 2026 para cumprir as novas obrigações.
As empresas estão a descobrir que disponibilizar ferramentas de inteligência artificial é apenas a parte mais simples da transformação. O problema começa quando é necessário integrá-las no trabalho real, ganhar a confiança das equipas e demonstrar que a tecnologia melhora processos importantes para o negócio.
Uma campanha de cibercrime identificada no Brasil, pela Check Point Research, mostra como servidores legítimos podem ser transformados, sem sinais evidentes para o utilizador, em plataformas de fraude e phishing. Para os CIO e responsáveis de cibersegurança europeus, o alerta está menos no destino atual dos ataques e mais no modelo utilizado: explorar a reputação das organizações para chegar às vítimas.
As empresas europeias podem acelerar o investimento em inteligência artificial, automatização e cibersegurança, mas continuam dependentes de um recurso que não se compra com a mesma facilidade: pessoas com preparação adequada. O relatório anual da Kyndryl Foundation mostra a escala dos programas de formação apoiados pela organização, mas também recorda que capacitação e criação de emprego são indicadores diferentes e devem ser lidos separadamente.
Uma carta de porte pode parecer um detalhe administrativo. Mas quando esse documento passa do papel para o digital, muda também a forma como transportadoras, operadores logísticos, clientes e autoridades partilham informação. O projeto desenvolvido pela Luís Simões e pela Sidul mostra como essa transformação pode começar a ganhar escala em Portugal.
Um teste interno da OpenAI, em julho, mostrou até onde podem chegar agentes de inteligência artificial quando encontram formas inesperadas de cumprir os objetivos que lhes foram atribuídos. O incidente atingiu sistemas da Hugging Face e transforma uma discussão aparentemente teórica sobre alinhamento de IA num problema muito concreto de segurança informática.
O investimento de 1,2 mil milhões de euros da IKEA para baixar preços na Europa é mais do que uma decisão comercial. Ao levar reduções entre 15% e 25% também para o canal online, o grupo aumenta a pressão sobre marketplaces, grandes plataformas de comércio eletrónico e retalhistas digitais num momento em que o preço volta a ganhar peso na decisão de compra.
França passou a cobrar uma contribuição ambiental sobre peças de ultra-fast-fashion. Mais do que uma nova taxa, a medida sinaliza uma mudança no comércio eletrónico europeu, os modelos construídos sobre volumes elevados, preços mínimos e importações de baixo valor começam a enfrentar custos regulatórios cada vez mais difíceis de ignorar.
O lançamento europeu do AIR, incluindo Portugal, mostra até onde a inteligência artificial pode alterar a relação entre clientes e aplicações financeiras. A proposta da Revolut deixa de assentar apenas na consulta e execução de operações para tentar concentrar, numa interface conversacional, decisões sobre despesas, investimentos, viagens e recompensas.
O crescimento da inteligência artificial está a tornar visível uma realidade que durante anos permaneceu escondida atrás da ideia de “nuvem”: o digital precisa de energia, água, minerais, centros de dados e redes capazes de suportar uma procura crescente por capacidade computacional. O desafio não está em travar esta evolução, mas em perceber como torná-la economicamente viável, ambientalmente sustentável e socialmente responsável.
Na próxima semana, os primeiros alunos portugueses começam a regressar às escolas. Encontrarão professores, colegas, manuais, computadores e um modelo de ensino que, apesar de sucessivas vagas de digitalização, continua essencialmente assente na relação entre uma pessoa que ensina e um grupo que aprende. Mas a inteligência artificial pode introduzir uma possibilidade diferente: a tecnologia pode não se limitar a apoiar uma aula. Pode começar a dar parte dela.
As passkeys passam a ser o método de autenticação por defeito no Microsoft Entra ID. Para as empresas, a mudança promete maior segurança, mas a substituição das passwords será provavelmente um processo longo e feito por etapas.
John Ternus assume a liderança da Apple depois de 15 anos de Tim Cook à frente da empresa. A mudança acontece num momento particularmente delicado para a tecnológica: o iPhone continua no centro do seu poder económico, mas a inteligência artificial começa a alterar as regras da indústria e a própria forma como as pessoas se relacionam com a tecnologia.
Três anos e meio depois da chegada do ChatGPT, o emprego nas economias desenvolvidas continua próximo de máximos históricos. Mas isso não significa que a transformação tenha parado. O que está a mudar é a própria composição do trabalho, com pessoas e sistemas de inteligência artificial a começarem a dividir tarefas, competências e decisões.
O recurso a ferramentas de inteligência artificial nas viagens corporativas está a crescer mais depressa do que as políticas internas das empresas, revela o SAP Concur Global Business Travel Survey 2026.
O Diggspace vai entrar no mercado brasileiro através de uma parceria com a SND Distribuição, que passará a comercializar a plataforma portuguesa junto da sua rede de parceiros. A operação integra a estratégia de internacionalização da empresa e tem como foco organizações que procuram aumentar a adoção e utilização do Microsoft 365.
Gemini Enterprise passa a combinar diferentes modelos de pagamento, quotas partilhadas e novas ferramentas de controlo financeiro, numa tentativa de tornar mais previsível o custo das cargas de trabalho baseadas em agentes de inteligência artificial.
O Digital Inside inicia uma nova fase da sua estratégia de distribuição de conteúdos, passando a integrar uma parceria com a CNN Portugal, num modelo que abrange também o Jornal SOL.
Antes de alterar regras de mobilidade ou avançar com novas medidas ambientais, Lisboa poderá testar os seus efeitos num modelo digital da cidade. O projeto europeu NexTCity, coordenado pela NOVA IMS, está a desenvolver um Gémeo Digital da Zona de Emissões Reduzidas de Lisboa capaz de cruzar dados de clima, ambiente e mobilidade e simular o impacto de diferentes decisões na qualidade do ar, no calor urbano e na saúde da população.
Duas apresentações portuguesas no ESC Congress 2026 mostram uma inteligência artificial bastante diferente daquela que normalmente ocupa o debate público. Aqui não há assistentes virtuais a substituir médicos, mas modelos experimentais que tentam interpretar angiografias e retirar informação de relatórios clínicos. O objetivo é mais pragmático: transformar dados que já existem nos hospitais em informação que possa ser utilizada na decisão clínica e na investigação.
Os produtos devolvidos e recondicionados estão a deixar de ocupar um espaço marginal nas grandes plataformas de comércio eletrónico. A Amazon prepara uma nova campanha europeia com descontos que podem chegar aos 50%, num momento em que as vendas de artigos em segunda mão na plataforma já ultrapassam os 2 mil milhões de euros na Europa.
O mercado de software dedicado exclusivamente a gémeos digitais deverá mais do que triplicar até 2030, mas os números da IoT Analytics mostram uma realidade menos linear do que o crescimento sugere. Com mais de 1.500 fornecedores identificados e nenhuma empresa a controlar toda a cadeia tecnológica, a fragmentação está a tornar a interoperabilidade, o conhecimento de cada setor e as parcerias tão relevantes como a própria tecnologia.
Os videojogos transformaram-se em espaços sociais, mercados digitais e plataformas de relacionamento. Essa evolução criou novas oportunidades para jogadores, criadores e empresas, mas também alargou a superfície de ataque. Uma mensagem recebida durante uma partida, uma proposta para trocar uma skin ou um ficheiro aparentemente inofensivo podem hoje fazer parte de uma cadeia de fraude.
Uma taxa de três euros sobre pequenas encomendas está a produzir efeitos visíveis no comércio eletrónico europeu. As importações recuaram entre 30% e 40% e plataformas como Temu, AliExpress e Shein começaram a ajustar preços, logística e modelos de distribuição. Para os retalhistas europeus, incluindo os portugueses, a mudança pode reduzir parte da vantagem competitiva associada ao envio direto de produtos de baixo valor a partir da Ásia.
Bill Gates olha para a inteligência artificial com uma mistura de expectativa e preocupação. Num longo ensaio publicado no seu site pessoal, reconhece o potencial da tecnologia para transformar áreas como a saúde, a agricultura e o trabalho, mas alerta para uma evolução que está a acontecer mais depressa do que a capacidade de governos, empresas e sociedade para estabelecer regras e perceber as consequências. Na sua leitura, a questão deixou de ser apenas tecnológica. Passou a ser económica, social e, inevitavelmente, política.
O custo de executar inteligência artificial está a descer em algumas frentes, mas a infraestrutura necessária para a suportar segue a direção contrária. Memória mais cara, limitações na oferta de componentes e maior procura por capacidade computacional estão a obrigar as empresas a olhar para a IA menos como uma experiência tecnológica e mais como um problema de arquitetura, eficiência e controlo financeiro.
Um projeto financiado pelo Horizonte Europa está a testar Inteligência Artificial Generativa em cinco países africanos, mas o verdadeiro teste vai além da tecnologia. A GAINAfrica procura perceber até que ponto a IA consegue funcionar em ambientes com conectividade limitada, elevada diversidade linguística e infraestruturas muito diferentes das europeias, adaptando as aplicações às necessidades concretas de cada território.
Falar de armazenamento empresarial foi sempre, em grande medida, falar de capacidade. Mais discos, mais espaço, mais margem para acomodar o crescimento dos dados. Esta lógica continua a existir, mas começa a ser insuficiente. Quando uma organização passa a trabalhar com volumes medidos em petabytes, o risco já não está apenas em ficar sem espaço. Está também na possibilidade de uma falha, um erro humano ou um ataque tornar inacessível uma parte importante da informação de que depende a operação diária. É precisamente aqui que a nova versão do QuTS MEGA procura atuar. A QNAP acrescentou ao sistema suporte para
A publicação de uma nova patente para os óculos inteligentes da Meta volta a colocar a privacidade no centro da discussão sobre dispositivos capazes de observar, interpretar e contextualizar o mundo à sua volta. À medida que estes equipamentos passam da simples captura de imagem para o reconhecimento de rostos, localização e análise de comportamentos, o problema de segurança deixa de estar apenas no dispositivo e estende-se às contas, à cloud e às pessoas que se encontram no seu campo de visão.
Os profissionais de Tecnologias de Informação estão entre os mais confiantes nas suas competências, empregabilidade e capacidade de acompanhar a transformação tecnológica. Mas essa segurança convive com níveis elevados de stress e burnout e com uma reduzida intenção de permanência nas empresas, segundo o Global Talent Barometer 2026.
Cinco startups portuguesas vão participar entre 26 e 28 de agosto no Startup Summit, em Florianópolis, numa nova missão do programa Business Abroad. A delegação representa empresas que empregam 134 pessoas, captaram mais de 18 milhões de euros e operam em áreas que vão da energia e inteligência artificial ao recrutamento, bem-estar e entretenimento.
Na IFA 2026, a LG vai alargar tecnologias de redução do consumo energético a segmentos mais amplos das suas gamas de máquinas de lavar roupa, secadores, frigoríficos e máquinas de lavar loiça. A estratégia passa por transferir soluções até agora mais associadas aos modelos premium para equipamentos destinados a um público mais vasto.
O Regulamento (UE) 2026/1744, publicado a 24 de julho, alterou o calendário de aplicação de algumas obrigações do AI Act, sobretudo para sistemas classificados como de alto risco. Para as empresas, a mudança não representa uma suspensão das regras, mas exige distinguir com maior precisão aquilo que já está em vigor do que foi adiado para 2027 e 2028.
Com a expansão do Headless 360, a Salesforce quer permitir que agentes de inteligência artificial executem processos empresariais através de diferentes aplicações sem obrigar as organizações a reconstruir integrações, regras de negócio e mecanismos de segurança para cada nova plataforma.
Criar uma versão do ChatGPT especificamente preparada para adolescentes é mais do que acrescentar controlos parentais a uma plataforma existente. É o reconhecimento de que a segurança da inteligência artificial terá de ser desenhada de acordo com quem a utiliza, e não aplicada apenas depois de a tecnologia chegar às mãos dos utilizadores.
Uma campanha identificada pela Rapid7 mostra como o phishing dirigido ao universo das criptomoedas está a evoluir de ataques massificados para operações apoiadas em grandes bases de dados, validação de contas e ferramentas de inteligência artificial. A Operação Asterix reuniu cerca de 885 mil números de telefone e conseguiu associar dezenas de milhares deles a utilizadores de plataformas de negociação de criptoativos, expondo uma vulnerabilidade que continua a depender menos de falhas no código e mais da capacidade de manipular pessoas.
A IA está prestes a sofrer a sua maior transformação até à data: dos modelos de treino à disponibilização de inteligência em tempo real em todo o lado. E à medida que a procura de inferência explode, as neoclouds têm uma oportunidade rara – se repensarem a conetividade, adotarem a infraestrutura edge e se aproximarem dos utilizadores.
NTT DATA e Palo Alto Networks estabeleceram uma aliança estratégica plurianual com o objetivo de gerar mil milhões de dólares em negócios conjuntos até 2029. O acordo junta plataformas de cibersegurança, consultoria, engenharia e serviços geridos e coloca a proteção da inteligência artificial, da cloud e das identidades no centro de uma estratégia dirigida sobretudo a organizações de grande dimensão e setores com exigências elevadas de segurança.
As escolhas do Bank of America no setor da cibersegurança revelam uma mudança mais profunda do que uma simples preferência por determinadas ações. À medida que a inteligência artificial cria novas superfícies de ataque, a segurança empresarial começa a deslocar-se dos tradicionais endpoints para identidades de máquinas, workloads na cloud, agentes autónomos e plataformas capazes de detetar e responder a ameaças com menor intervenção humana.
As novas regras europeias sobre serviços de confiança e atestações eletrónicas de atributos começaram a aplicar-se ontem, 19 de agosto. Embora não tenham sido desenhadas especificamente para o comércio eletrónico, criam uma base jurídica que poderá alterar a forma como plataformas, marketplaces e serviços financeiros identificam clientes, validam empresas e verificam determinados atributos no ambiente digital.
Durante anos, a segurança foi um dos argumentos associados ao universo Mac. Um estudo da Kaspersky vem, porém, questionar a confiança excessiva nessa perceção. Entre os utilizadores inquiridos, 12% dos que usam macOS dizem ter sido vítimas de malware, contra 9% no Windows. Mais do que provar que um sistema é menos seguro do que o outro, os dados expõem uma diferença relevante no comportamento dos utilizadores e mostram como a sensação de proteção pode transformar-se, ela própria, num fator de risco.
Um terreno ainda em nome de um bisavô. Fronteiras que só existem na memória de quem já cá não está. Todos nós conhecemos uma família a quem isto já aconteceu: três em cada dez prédios rústicos e meio milhão de casas em Portugal continuam em herança indivisa — nunca formalmente partilhados entre quem tinha direito a eles. Mas é só a primeira metade do problema. A segunda metade está a formar-se agora, muito mais depressa, e sem que ninguém repare. Contas, carteiras, negócios, ficheiros inteiros de uma vida também vão passar de mãos sem escritura nenhuma, porque ainda ninguém os
As novas capacidades do Cloud Rewind aumentam a cobertura sobre recursos Microsoft Azure e procuram reduzir um dos problemas mais difíceis da recuperação após um incidente: reconstruir não apenas os dados, mas também configurações, infraestrutura e dependências necessárias para voltar a colocar as aplicações em funcionamento.
O caminho da IBM para um computador quântico tolerante a falhas passa por um problema menos abstrato do que os algoritmos quânticos: como instalar, arrefecer, ligar e operar um número crescente de processadores dentro do mesmo sistema. A empresa conseguiu agora unir dois módulos criogénicos num único ambiente ultrafrio, um passo da arquitetura que pretende utilizar para interligar centenas de chips e chegar ao sistema Quantum Starling em 2029.
A Aisel Health acaba de levantar 1,7 milhões de euros para desenvolver uma plataforma específica para psiquiatria. Mais do que automatizar a produção de notas clínicas, a empresa dinamarquesa pretende atacar um problema menos visível: quanto maior é o volume de documentação produzido, mais difícil se torna encontrar rapidamente a informação relevante sobre cada paciente.
A evolução das ameaças obriga as empresas a proteger muito mais do que os seus sistemas. Num contexto marcado pela usurpação de identidade, pela fraude digital e pelos ataques com recurso a IA, a proteção da marca e da reputação torna-se uma necessidade crítica para as organizações e, simultaneamente, uma oportunidade de crescimento para o canal de distribuição. Durante anos, o negócio da cibersegurança centrou-se sobretudo na proteção das infraestruturas: proteger os endpoints, blindar as redes, proteger as aplicações e criar barreiras no correio eletrónico. No entanto, esta abordagem deixou há muito de ser suficiente. A superfície de exposição de
A integração da VisionWare no Digital for Development Hub coloca uma empresa portuguesa de cibersegurança num ecossistema europeu dedicado à cooperação digital internacional. Para a tecnológica, a participação ganha particular relevância pela atividade que mantém em África e pela possibilidade de aproximação a projetos que combinam segurança, capacitação e transformação digital.
Encontrar informação dentro de um arquivo empresarial deixou de significar apenas saber o nome de um ficheiro ou recordar uma palavra-chave. A nova versão do Qsirch introduz pesquisa baseada em inteligência artificial diretamente nos sistemas NAS da QNAP, permitindo procurar documentos, imagens, vídeo e áudio através de linguagem natural, sem transferir os dados para serviços externos.
Ana Maria Lopes assume em setembro a liderança da Microsoft Portugal num momento em que inteligência artificial, cloud, modernização tecnológica e transformação da Administração Pública começam a fazer parte do mesmo problema. O seu percurso entre o mercado nacional, funções internacionais e projetos ligados à saúde pública sugere uma liderança particularmente próxima dos desafios que hoje condicionam a adoção de tecnologia nas organizações.
À medida que a inteligência artificial entra nos fluxos de trabalho jurídicos, saber utilizar uma ferramenta deixa de ser suficiente. A Harvey quer transformar essa mudança numa competência profissional formal, através de uma certificação gratuita que cruza direito, tecnologia, processos e gestão da mudança.
Num mercado de trabalho mais volátil, contratar deixou de ser apenas uma resposta a uma vaga. As empresas estão a antecipar necessidades, a procurar estruturas mais flexíveis e a integrar o planeamento das equipas nas decisões operacionais. A mudança identificada pela Adecco sugere que a gestão de talento está a aproximar-se cada vez mais do centro da estratégia empresarial.
À medida que prepara uma eventual entrada em bolsa, a Anthropic está a obrigar investidores e bancos a olhar muito para além das suas contas atuais. A avaliação da empresa de inteligência artificial está a ser construída sobre receitas projetadas para 2028, que poderão aproximar-se dos 200 mil milhões de dólares, num exercício que revela tanto as expectativas em torno do crescimento da IA como a dificuldade de atribuir um preço a empresas que continuam a consumir enormes volumes de capital.
A Nvidia prepara-se para disponibilizar até 105 mil milhões de dólares em financiamento para suportar um novo centro de dados de inteligência artificial da OpenAI no Ohio. Mais do que um investimento em infraestrutura, a operação mostra até que ponto a capacidade computacional, a energia e o financiamento estão a tornar-se elementos inseparáveis na expansão da inteligência artificial.
Às portas da estreia no mercado bolsista de Xangai, a Unitree apresentou um novo robô humanoide capaz de correr a 12,66 metros por segundo e saltar dois metros a partir de uma posição estática. Mais do que uma demonstração de desempenho, o lançamento acontece num momento em que a empresa procura transformar a notoriedade tecnológica em escala industrial e confiança dos investidores.
Os novos serviços Agentic Modernization as-a-Software procuram substituir parte da lógica dos grandes projetos pontuais de transformação tecnológica por processos contínuos, suportados por agentes de inteligência artificial. A proposta da Kyndryl combina automação, fluxos de trabalho pré-configurados e intervenção humana, num momento em que muitas empresas continuam a ter dificuldade em converter o investimento em IA em resultados concretos.
Os Estados Unidos preparam-se para condicionar a participação de dezenas de países nas suas iniciativas internacionais de inteligência artificial à compatibilidade com o seu próprio ecossistema tecnológico. Mais do que uma disputa entre duas potências, o movimento revela uma transformação estrutural: semicondutores, minerais críticos, modelos de IA e cadeias de abastecimento começam a fazer parte da mesma equação económica e estratégica.
O ransomware manteve níveis elevados de atividade no segundo trimestre de 2026, mas o principal sinal para os CISO e IT managers está na fragmentação do ecossistema criminoso. Há mais grupos ativos, equipas mais pequenas conseguem ganhar escala e ferramentas de inteligência artificial estão a reduzir o tempo necessário para desenvolver infraestrutura de ataque.
O correio eletrónico continua a ser uma das ferramentas centrais da comunicação empresarial, mas décadas de utilização transformaram-no também numa fonte de ruído, perda de tempo e decisões mal documentadas. O problema raramente está na tecnologia. Está na forma como as organizações aprenderam, ou não, a utilizá-la.
Mais de um ano depois do apagão de 28 de abril de 2025, continuam por esclarecer aspetos centrais sobre a sequência técnica que levou ao colapso da rede elétrica ibérica. Uma análise divulgada pelo Colégio Oficial de Graduados e Engenheiros Técnicos de Telecomunicações da Catalunha introduz agora outra hipótese no debate, deslocando a atenção da estabilidade puramente elétrica para a dependência crescente entre geração renovável, eletrónica de potência e redes de comunicações.
A décima primeira geração de smartphones do fabricante norte-americano inicia a sua comercialização com três novos modelos centrados no desempenho e na privacidade, através da integração do chip Tensor G6 e do coprocessador Titan M3.
Durante anos, a estratégia da Apple para levar inteligência artificial generativa à China passou pela tecnologia de parceiros locais. A empresa poderá agora estar a alterar parte desse modelo. Segundo a Reuters, a fabricante treinou um modelo de linguagem especificamente para o mercado chinês, com o apoio da Alibaba, numa estratégia que procura conciliar controlo tecnológico, exigências regulatórias e a necessidade de recuperar competitividade perante fabricantes locais.
O Governo norte-americano criou um programa que permitirá contratar empresas privadas para executar operações cibernéticas contra organizações criminosas estrangeiras. O modelo coloca estas companhias sob autorização, direção e supervisão federal, procurando aumentar a capacidade operacional dos Estados Unidos sem lhes conceder liberdade para agir por iniciativa própria.
O período de descanso dos gestores permite avaliar o grau de autonomia das organizações e perceber se os seus procedimentos internos estão preparados para adotar ferramentas de automatização operacional sem gerar desorganização na empresa.
A implementação em escala de produção e a integração de modelos específicos nas operações das organizações estão a impulsionar o investimento na cloud, assinalando um ponto de viragem em que os custos associados à inferência passam a superar, em termos económicos, os encargos com as fases de treino dos algoritmos.
A União Europeia disponibilizou aos utilizadores um conjunto de ícones de utilização voluntária para identificar textos, imagens, vídeos e áudios criados ou modificados através de inteligência artificial, facilitando assim aos criadores de conteúdos o cumprimento do Regulamento Europeu da Inteligência Artificial em matéria de transparência.
O aumento do consumo elétrico dos servidores e a utilização de água necessária à sua refrigeração estão a colocar novas questões sobre a sustentabilidade da expansão da inteligência artificial, num contexto em que o crescimento da capacidade computacional coincide com uma maior pressão sobre os sistemas energéticos e os recursos naturais.
Os Prémios Navegantes XXI regressam a Lisboa a 22 de outubro para uma 16.ª edição integrada no Portugal Digital Summit 2026. A organização selecionou 27 finalistas entre mais de 230 nomeações, numa iniciativa que procura reconhecer profissionais, projetos e organizações ligados à evolução da economia digital em Portugal.
O grupo registou o melhor trimestre da sua história, com receitas de 26,9 mil milhões de dólares. A inteligência artificial já representa 35% do volume de negócios e está a ganhar peso nas áreas de infraestrutura e serviços.
Uma alteração às regras de certificação da Federal Communications Commission pode parecer apenas mais um detalhe regulatório. Na prática, cria uma barreira relevante à entrada de novos robôs móveis e humanoides nos Estados Unidos e coloca os fabricantes europeus perante uma escolha difícil: produzir localmente, partilhar mais informação tecnológica ou perder acesso a um dos mercados mais importantes do mundo.
O programa promovido pela Startup Portugal e pela Web Summit chega à 11.ª edição com capacidade para selecionar até 125 empresas. As startups escolhidas terão preparação específica para a conferência, condições especiais de participação e acesso a prémios monetários que, no conjunto, ascendem a 20 mil euros.
Com a chegada do filme “A Odisseia” aos cinemas, voltou também uma das imagens mais conhecidas da mitologia grega: o Cavalo de Troia. Durante séculos foi contado como uma história de estratégia militar, mas continua a ser uma das melhores metáforas para explicar alguns dos riscos tecnológicos mais atuais. Troia não caiu porque as muralhas eram frágeis. Caiu porque o perigo entrou disfarçado de oferenda e o mesmo acontece nas organizações, muitas vezes não da forma que esperamos, ou percecionamos a ameaça real. A Inteligência Artificial (IA) já faz parte do dia a dia das organizações e, frequentemente, ninguém sabe
Os serviços públicos digitais europeus continuam a melhorar, mas o ritmo abrandou e as fragilidades tornam-se mais estruturais. O eGovernment Benchmark 2026 aponta três desafios que podem pesar no cumprimento das metas para 2030: serviços transfronteiriços ainda pouco integrados, utilização imatura de inteligência artificial e uma dependência significativa de operadores tecnológicos cuja propriedade está fora da União Europeia.
A empresa junta-se a esta iniciativa global com o objetivo de garantir que as organizações mantêm o controlo dos seus modelos e da infraestrutura de inteligência artificial sem dependerem de fornecedores externos.
Uma nova vaga da Operation Dream Job, atribuída ao grupo Lazarus, transforma processos de recrutamento aparentemente legítimos numa cadeia de ciberespionagem dirigida aos setores da defesa, aeroespacial e aviação. A campanha combina engenharia social, software adulterado, infraestruturas comprometidas e uma vulnerabilidade zero day do Windows entretanto corrigida pela Microsoft.
O HONOR Robot Phone chega ao mercado chinês com uma proposta pouco convencional. O fabricante integra no próprio smartphone um sistema mecânico de estabilização e movimento da câmara, aproximando a captação móvel de alguns dos processos usados na produção profissional de vídeo. A aposta combina um gimbal motorizado, sensores de elevada resolução, inteligência artificial e tecnologia de imagem desenvolvida em parceria com a ARRI.
O aumento do custo da memória e do armazenamento, associado pela OVH à procura crescente de infraestrutura para inteligência artificial, vai chegar à fatura dos clientes. A operadora europeia prepara aumentos que atingem 59% nos servidores empresariais High Grade e 87% nos modelos de gaming, ao mesmo tempo que altera a forma de cobrar alguns recursos da cloud pública.
O aumento da mobilidade, da atividade logística e do consumo energético durante os meses de verão coloca uma pressão adicional sobre sistemas que dependem de comunicações permanentes. Da logística à energia, a capacidade de manter milhares de dispositivos ligados e de intervir remotamente passa a fazer parte da própria continuidade operacional.
Ainda antes de o novo data center BCN1 entrar oficialmente em funcionamento, a Colt ativou no local o primeiro Ponto de Presença de uma operadora de telecomunicações. A ligação reforça Barcelona como nó entre o Mediterrâneo, a Península Ibérica e os grandes centros digitais europeus, acrescentando capacidade até 400G e novas alternativas para o transporte de dados.

