Palo Alto reforça segurança do endpoint com aquisição da Koi

Com a inteligência artificial a executar tarefas críticas nos postos de trabalho, a Palo Alto Networks anunciou um acordo para adquirir a Koi, empresa especializada em Segurança do Endpoint Agêntico. A operação pretende colmatar uma nova superfície de ataque criada pelos agentes e ferramentas de IA que operam fora dos controlos tradicionais.
24 de Fevereiro, 2026

À medida que as organizações integram agentes e ferramentas de inteligência artificial nos seus processos diários, cresce também uma nova área de risco nos equipamentos dos utilizadores. Estes sistemas, designados como “Endpoint Agéntico”, têm acesso direto a dados sensíveis, credenciais e permissões alargadas, podendo ler, escrever e transferir informação de forma autónoma.

Segundo a Palo Alto Networks, estas capacidades estão a criar uma superfície de ataque que escapa aos mecanismos de segurança tradicionais, concebidos sobretudo para bloquear ficheiros maliciosos. Ao contrário do malware clássico, os agentes de IA executam ações legítimas do ponto de vista técnico, mas com um nível de autonomia e privilégio que pode ser explorado por atacantes.

De acordo com a empresa, têm-se multiplicado ataques que exploram vulnerabilidades em frameworks de agentes, combinando falhas de autenticação com execução remota de código através de APIs. Em paralelo, há tentativas de usurpação de identidades de agentes e de desvio de credenciais, transformando ferramentas de automação em vetores de intrusão.

A própria natureza do endpoint também está a mudar. Já não se trata apenas de executáveis tradicionais. Extensões, plugins, pacotes de software, scripts e artefactos associados a modelos de IA passam a influenciar o comportamento das máquinas, muitas vezes fora da supervisão centralizada das equipas de segurança.

Perante este cenário, a empresa considera que está a emergir uma nova categoria de proteção, a que chama Segurança do Endpoint Agêntico.

É neste enquadramento que surge o acordo para aquisição da Koi, empresa descrita como pioneira nesta área. A intenção é integrar a tecnologia da Koi na plataforma Prisma AIRS, dedicada à segurança em ambientes de inteligência artificial.

Após a conclusão do negócio, a tecnologia da Koi será integrada no Prisma AIRS e reforçará também o Cortex XDR, a solução de segurança de endpoint da Palo Alto Networks. O objetivo passa por aumentar a visibilidade sobre a superfície de ataque associada à IA e melhorar a definição de políticas de segurança e a prevenção de malware.

A Palo Alto sustenta que esta integração permitirá às organizações implementar ferramentas agênticas com maior controlo e capacidade de governação, garantindo que agentes, plugins e scripts são monitorizados e verificados.

A empresa detalhou o anúncio durante a apresentação de resultados do segundo trimestre do seu ano fiscal de 2026, realizada a 17 de fevereiro de 2026, pelas 13h30, hora do Pacífico, com transmissão disponível na área de investidores do seu site.

Para os responsáveis de TI e decisores de compras tecnológicas, o movimento sinaliza uma mudança relevante no mercado de cibersegurança. Com a adoção crescente de agentes de IA nas operações empresariais, a proteção do endpoint deixa de se centrar apenas no utilizador humano e passa a abranger também identidades e processos automatizados que atuam com privilégios elevados. O desfecho da operação e o ritmo de integração

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