Durante anos, a gestão de plataformas de serviços digitais assentou num modelo de redundância geográfica dispersa. A SITE.PT operava de forma distribuída, dividindo as suas cargas de trabalho e alojamento por diferentes parceiros situados em Portugal e noutros pontos do continente europeu. Esta arquitetura descentralizada, embora comum quando as organizações expandem catálogos de serviços à medida que as necessidades surgem, adicionava camadas de complexidade à coordenação quotidiana e à resposta a incidentes.
Perante as crescentes exigências regulatórias e de desempenho, a empresa optou por redesenhar por completo esse esquema operacional. A SITE.PT passou a concentrar toda a sua infraestrutura tecnológica no centro de dados da ONI na Matinha, estabelecendo aí a base única a partir da qual gere os serviços digitais prestados a mais de oito mil pequenas e médias empresas portuguesas. O movimento tem como propósito direto o ganho de eficiência técnica, a garantia de continuidade de negócio e a salvaguarda de dados das organizações que dependem destas plataformas.
Ao fechar o ciclo de dependência de múltiplos fornecedores dispersos, a empresa procura mitigar o atrito que a gestão de vários interlocutores habitualmente acarreta. A centralização da infraestrutura na ONI permite simplificar a operação diária e aceder a equipas técnicas especializadas em regime permanente de vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Segundo explicou o líder executivo da empresa, Ivan Almeida, a opção visa assegurar maior domínio sobre o suporte técnico e alinhar recursos locais para sustentar o crescimento conjunto com clientes e revendedores.
Este movimento não constitui um caso isolado na tomada de decisões dos responsáveis de tecnologias de informação em Portugal. Pelo contrário, espelha um padrão em que a proximidade física dos servidores, a salvaguarda da soberania territorial da informação e a resiliência dos sistemas sobrepõem-se à dispersão de fornecedores externos.
A confirmação deste contexto empresarial surge igualmente pela voz da direção comercial da operadora, através de Mário Lopes, responsável pelo Grupo Gigas em Portugal e pela ONI. O responsável sublinha que a dependência crítica de serviços digitais tem levado as organizações a privilegiarem parceiros que conjuguem robustez tecnológica com presença física em solo nacional, assegurando que os dados permanecem protegidos por equipas que conhecem em detalhe a realidade do tecido empresarial português.







