A cloud prometeu flexibilidade. Trouxe também uma nova categoria de problema para os CIO: é muito fácil consumir recursos e muito mais difícil perceber, em tempo útil, onde o dinheiro está a ser gasto e se esse consumo está realmente a produzir valor para o negócio.
É precisamente nesta fronteira que a Devoteam quer posicionar a nova parceria com a Dynatrace na EMEA. A consultora passa a integrar de forma mais ampla a plataforma de observabilidade da tecnológica nos seus projetos, procurando ligar desempenho de aplicações, utilização de infraestrutura, experiência do utilizador e custos cloud numa mesma camada de informação.
A diferença face à monitorização tradicional é importante. Saber que um servidor está lento já não chega. Num ambiente distribuído por várias clouds, aplicações SaaS, microsserviços, bases de dados e cargas de trabalho de IA, o CIO precisa de perceber qual o recurso que está a gerar o problema, quanto custa, quem o está a utilizar e que impacto tem no negócio.
É aqui que observabilidade e FinOps começam a convergir. FinOps é a disciplina que procura criar responsabilidade financeira sobre o consumo de cloud, aproximando tecnologia, finanças e negócio. A plataforma da Dynatrace recolhe e relaciona dados através de tecnologias como OneAgent, Smartscape, Grail e o motor de IA Davis, permitindo identificar dependências, causas de incidentes e padrões de utilização da infraestrutura.
Para os CIOs, essa visibilidade pode ser particularmente relevante num contexto em que os custos cloud deixaram de crescer apenas com armazenamento e capacidade computacional. IA generativa, modelos próprios, inferência, processamento intensivo de dados e agentes autónomos estão a introduzir novas cargas de trabalho, muitas vezes imprevisíveis, nos orçamentos tecnológicos.
A promessa da parceria é, por isso, mais financeira do que parece. Uma aplicação mal dimensionada, uma instância cloud esquecida ou um serviço que consome recursos acima do necessário deixam de ser apenas problemas técnicos. São desperdício operacional. Ferramentas como o Dynatrace Carbon Impact acrescentam ainda a possibilidade de relacionar utilização tecnológica com consumo energético e pegada de carbono.
Para a Devoteam, que já utiliza tecnologia Dynatrace em clientes de banca, serviços públicos e retalho, a expansão da colaboração para toda a EMEA permite transformar esta capacidade numa oferta mais estruturada de consultoria, implementação e serviços geridos.
O desafio, porém, não está simplesmente em instalar mais uma plataforma. Está em fazer com que os dados de observabilidade cheguem às decisões de arquitetura, compras tecnológicas e orçamento.
Porque, à medida que a cloud se torna mais complexa, o problema deixa de ser saber se a infraestrutura está a funcionar. Passa a ser saber quanto custa mantê-la a funcionar — e se esse custo continua a fazer sentido.







