Corredor de fibra alternativo reforça segurança digital na Península Ibérica

A Meo e a Asteo celebraram uma parceria estratégica para articular as suas infraestruturas grossistas, criando rotas terrestres alternativas e reforçando a resiliência das redes de comunicações transfronteiriças entre Portugal e Espanha.
2 de Outubro, 2026
Ana Figueiredo, CEO da MEO

A conferência Atlantic Convergence, organizada em Lisboa no Páteo Galé com enfoque em infraestruturas digitais, serviu de palco para a formalização de um entendimento entre dois operadores do mercado grossista de telecomunicações. A Meo e a Asteo assinaram uma parceria destinada a combinar as suas redes para comercializar novas soluções de conectividade transfronteiriça entre Portugal e Espanha. O projeto procura dar resposta direta à procura crescente por capacidade por parte de centros de dados, fornecedores de serviços em nuvem, operadoras internacionais e plataformas de computação de grande escala.

No centro operacional deste desenho técnico encontra-se a rede Venus, infraestrutura de longo curso desenvolvida pela Asteo Red Neutra, entidade pertencente ao grupo Rurix vocacionada para fibra ótica passiva, redes até ao utilizador final e ligações de longa distância no território espanhol. A cooperação vai mobilizar a infraestrutura de longo curso Venus para criar alternativas de tráfego no centro e no norte da Península Ibérica. Ao estabelecer caminhos que ligam a costa atlântica a Madrid e, progressivamente, à Europa Central, este traçado afasta-se dos eixos convencionais de orientação norte-sul, aumentando a diversidade geográfica e a tolerância a falhas na circulação de dados.

Do lado português, a articulação apoia-se nos nós de amarração e distribuição de cabos submarinos. A rede da Meo vai assegurar a ligação entre o polo de cabos submarinos no Porto e o ecossistema de Lisboa, onde se situam as estações de aterragem e o centro de interligação de Linda-a-Velha. Desta convergência resulta uma plataforma terrestre integrada, concebida para escoar tráfego intercontinental de alta capacidade e assegurar a robustez exigida pelas exigências computacionais contemporâneas.

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