Esta não é uma curiosidade académica de direito comparado. É um risco de governação activo para qualquer organização portuguesa que faça negócio com Espanha e ainda não percebeu porquê.
A instituição que escreve as regras de cibersegurança para o resto da Europa perdeu 350 gigabytes de dados de uma conta cloud. O vetor de entrada ainda não foi revelado. Mas as perguntas que este caso levanta já têm resposta, e nenhuma é confortável.
A mudança que está a acontecer nas organizações mais maduras não é uma mudança de ferramentas nem de processos, é uma mudança de mentalidade sobre onde a segurança começa e onde termina a responsabilidade executiva.
Em pleno arranque do outono de 2025, a União Europeia deu um passo para reforçar a sua capacidade colectiva de resposta a incidentes. A Agência da UE para a Cibersegurança (ENISA) foi oficialmente incumbida, em 26 de agosto de 2025, de gerir e operar a Reserva Europeia de Cibersegurança, um mecanismo previsto no Cyber Solidarity Act e financiado em 36 milhões de euros pelo programa Digital Europe. O acordo assinado com a Comissão Europeia confere à ENISA um mandato de três anos e reforça o seu orçamento anual de 2025 de 26,9 milhões de euros. A decisão da União Europeia
A cibersegurança emerge como o escudo da soberania moderna. Deixou de ser uma preocupação periférica para se tornar um elemento estrutural da segurança nacional.
Vejo com preocupação algumas das abordagens adotadas, que carecem de um equilíbrio sólido entre o papel do Estado e a liberdade individual e empresarial.
A retenção de talentos é um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas atuais. Num ambiente onde os colaboradores valorizam cada vez mais a conexão humana e o reconhecimento, a empatia desempenha um papel fundamental.